Quando falta habilidade, a criatividade pode completar boa parte de uma obra. Vale o mesmo para a falta de técnica.
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quarta-feira, 27 de abril de 2011
quarta-feira, 20 de abril de 2011
Língua Portuguesa - Olavo Bilac
Última flor do Lácio, inculta e bela,
És, a um tempo, esplendor e sepultura:
Ouro nativo, que na ganga impura
A bruta mina entre os cascalhos vela...
Amo-te assim, desconhecida e obscura,
Tuba de alto clangor, lira singela,
Que tens o trom e o silvo da procela,
E o arrolo da saudade e da ternura!
Amo o teu viço agreste e o teu aroma
De virgens selvas e de oceano largo!
Amo-te, ó rude e doloroso idioma,
Em que da voz materna ouvi: "meu filho!",
E em que Camões chorou, no exílio amargo,
O gênio sem ventura e o amor sem brilho!
És, a um tempo, esplendor e sepultura:
Ouro nativo, que na ganga impura
A bruta mina entre os cascalhos vela...
Amo-te assim, desconhecida e obscura,
Tuba de alto clangor, lira singela,
Que tens o trom e o silvo da procela,
E o arrolo da saudade e da ternura!
Amo o teu viço agreste e o teu aroma
De virgens selvas e de oceano largo!
Amo-te, ó rude e doloroso idioma,
Em que da voz materna ouvi: "meu filho!",
E em que Camões chorou, no exílio amargo,
O gênio sem ventura e o amor sem brilho!
quinta-feira, 14 de abril de 2011
A poesia
* * * *
A poesia em mim começou faísca
Na meninice, ouvindo a voz paterna declamar Camões e Gonçalves Dias
Escutando-a cantar Neruda e fazer perguntas sobre escritores
A poesia em mim poderia ter terminado com um pouco de matemática
Mas curiosamente perdura, feito as contas do dia-a-dia, e ainda nestes tempos, aumenta
Achei que de encontro ao Evangelho, a poesia em mim perderia força
Definharia diante do ardor do pregador
Na sinuosa dança da vida, porém, enquanto uma chama aumenta outra diminui
E mesmo diante do Amor, sob qual muitas das coisas inutilizam-se, brilha com preciosa luz
A poesia ficou.
Ela alcança-me atraindo-me para perto de seus versos nus
Claros e escuros, publicando tristeza e alegria em livros velhos e novos
Conduzindo-me também a escrever, e escrever poesia.
* * * *
A poesia em mim começou faísca
Na meninice, ouvindo a voz paterna declamar Camões e Gonçalves Dias
Escutando-a cantar Neruda e fazer perguntas sobre escritores
A poesia em mim poderia ter terminado com um pouco de matemática
Mas curiosamente perdura, feito as contas do dia-a-dia, e ainda nestes tempos, aumenta
Achei que de encontro ao Evangelho, a poesia em mim perderia força
Definharia diante do ardor do pregador
Na sinuosa dança da vida, porém, enquanto uma chama aumenta outra diminui
E mesmo diante do Amor, sob qual muitas das coisas inutilizam-se, brilha com preciosa luz
A poesia ficou.
Ela alcança-me atraindo-me para perto de seus versos nus
Claros e escuros, publicando tristeza e alegria em livros velhos e novos
Conduzindo-me também a escrever, e escrever poesia.
* * * *
Constatação Metafísica - Marina Colassanti
Jogo o tempo
na água
E ele
nada.
In: COLASANTI, Marina. Rota de colisão. Rio de Janeiro: Rocco, 1993
*** *** ***
segunda-feira, 11 de abril de 2011
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Em breve...
Em breve pretendo postar poesias de autores consagrados, poemas famosos e outras coisas legais que eu encontrar. Aguardem...
Inferno Dourado
Julguei-me astuto ao cultivar somente a
mim e descobri-me produto da sociedade do caos
que me gerou.
* * *
As prostitutas de Paris
Inventando gestos obscenos
Deixaram os escuros quartos e passaram a fazer do asfalto a cama para os clientes!
A miséria da África miserável foi espalhada em todos os lugares do mundo:
Fome de pão e fome de vida!
*
E quanto a mim: Observo o nascer do sol...
Com tempo e leitura me foram desvendados os principais poetas e movimentos
Dos gregos até os nossos contemporâneos
de Homero ao neoconcretistas, dos românticos aos contemporâneos
Aprendi a executar dissonantes escalas em complexos intrumentos melódicos...
* * *
Os terremotos avançam a estrurura da minh´alma
E a terra toda treme todo dia sem parar. A terra sempre treme.
Maremotos também avançam
Ondas sobre toda a terra....
*
Esmero entender melhor as filosofias pelo globo espalhadas
E dominar minha arte a ponto de superar-me!
Por isso mergulho nos livros
Me abrigo nos textos que eu mesmo escrevi!
* * *
Apartamentos duplex cheirando a relacionamentos fétidos
Meninas estupradas por religiosos
A AIDS governando o mundo
E doentes, aos montes, com chagas purenlas nas faces perambulando na madrugada!
*
Fatos não me interessam mais
Por onde ando, Factuo-me
Aliás, Facto em português de Portugal - maldita seja a mudança! e Factum no latim.
Digo no oculto: Tornar-me-ei elevado como a torre de Babel! Para o céu ou para terra. Não importa.
Colossal para mim mesmo, sim! Pois de que me prestaria o espanto da platéia?
O ego se engrandece nele mesmo!
Ascese da mente! Ascese!
* * *
Decidi empenhar-me nesta nova empresa:
A de me tornar tão grande quanto a minha vida permitir. Tudo vale a pena se a alma não existe!
E nisto também me anulo
Refugio-me na solidão
Abomino as festas, as convenções e as coisas
Abomino pessoas também, é claro... As mais ignorantes sao dignas das maiores abominacões!
Busco um estado primitivo onde me esvazio até das mais suaves marcas a que fui submetido desde a infância.
Valores e costumes são com pedras de tropeço para o homem livre, não me interessam mais...
Nirvana do ser! Nirvana!!! Não a do budismo, equivocada.
Mas a nirvana da vida. Esvaziar-me para encontrar-me.
Quero entender quem sou no escuro. No Silêncio. Numa caverna bem profunda e quieta.
Sem luz! Sim, para ver-me bem!
Comigo mesmo apenas eu! Só e Sozinho para ter certeza que não há ninguém mais.!
Eu! Somente Eu!!!! Repito, somente eu!.. Soitário no ventre da terra para absorver plenitude e verdade.
No vazio e no escuro!
* * *
Sangue escoando pelos ralos
a violência erigida nas mentes.
Balas de borracha penetrando os olhos
E bombas implodindo hipófises!
*
Mas para que me presto? Não sei...
A vida não consiste em prestar para algo
Mas em estar emprestado para ela Em vivê-la. Somente!
Feito uma faca que não corta ou uma lâmpada que não acende
Sim libertos do rebanho, comamos e bebamos que amanhã morreremos!
*******
Passam-se dias e noites no ventre da terra...
Mais dias e noites no escuro profundo...
No reflexo do eu...
Na assimilação solitária de Tudo....
Sem as brisas da sugestão...
Sem os eventos da superfície...
Sem balidos de ovelhas.
De Repente....
*sgfgbhvdfvgafs*
Pertubou-se minha mente. Pertubou-se!!!
Intrigado, olhei para dentro e vi uma chama de cor duvidosa: Azul!
E exposto à chama extravagante
Percebi sob a grossa crosta de mim mesmo
Que não passo, no âmago, de uma criança...
* * * * * * *
Para mim, este é um dos meus melhores textos. Escrevi ele em resposta a um poeta amigo que me havia criticado. Aqui, mudei alguns versos. Quem quiser ler o post original, aí vai o link: http://poesiaazul.multiply.com/journal/item/50/Inferno_Dourado
Saboreiem devagar!
sábado, 26 de março de 2011
Quando callo-me
Se tudo q´eu pensasse, falasse
Seria logo revelada a minha insensatez
Por isso calo. Ao que alguém diz que isso é o melhor que faço.
Júlio Servo.
A queda da Rosa
Do tênis sujo nos pés
Tendo os sonhos jovens na cabeça
Não ficou nem a Rosa Vermelha
E havia uma rebeldia incontida no coração
Na mente um Guevara desconhecido
No peito, um Fidel ainda tão amado...
Caíram-se as pétalas, murchou a Flor
E aí foram se revelando as faces da verdade
Da verdade fria e dura do chão da flor.
* * * * * * *
sexta-feira, 4 de março de 2011
Canção do Príncipe
É por amar a raposa, e ter em sua toca eterna amiga, é que canto a canção do Príncipe.
É pelo meu carregar saudosismos e ismos de sentimentos antigos que Deixas o rio correr poesia.-penso. E eu com o rio me rio.
É por ver nas estrelas maravilhas criadas.
É por andar em desertos e encontrar poços belos.
É por aprender a amar sabendo que não Estás tão longe, que sofrer não parece castigo.
É por ter em minha rosa incomparável beleza e certeza que a Rosa vale os espinhos.
É por saber que com Teu braço forte recolhes a água do fundo do poço.
E até com suor, dá-me com gosto o gosto da vida.
Júlio Servo
Leia o blog: www.poesiaascendente.blogspot.com
Por favor, se não quiser receber mais e-mail´s de poesia, mande uma mensagem para jusm2000@hotmail.com com o assunto POESIA NÃO.
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Dor na Pele e Alma
Ah, as agruras da vida!
Tão vida que doem de verdade
Se é tão real a carne
Fere forte o espinho
Fura em profundo penetrando pele e alma
Corrente da vida, exagero das coisas
Na verdade não dói tanto assim
sábado, 25 de dezembro de 2010
25 de Dezembro
Em homenagem ao meu Rei e criador, Jesus Cristo. Messias prometido e Salvador encontrado para aqueles que o buscam.
Tu és Meu Deus mesmo sem a festa do Natal
Sem folia e sem fartura
Sem os doces e enfeites
Sem a ceia natalina
Sem Noel e panetones
De dezembro a dezembro
Desde a eterninade.
****
Não, e as cores da terra não são para serem comparadas com as brilhantes cores do Céu.
Jesus Senhor, Jesus Rei, Jesus, Jesus!
Minha boca chama o Teu nome e é como se do mel ela tomasse
Amor, delícias de amor e de beleza sem fim
O Teu nascer, o teu morrer
Tudo que é teu é tão belo e tão sóbrio.
Não é à toa que Tu És Rei
***
Então pode pegar a rabanada
Toma do pão e do vinho
Vamos lá aos pêssegos e ameixas
Aos panetones com frutas cristalizadas
À fartura dos saborosos pratos
De bacalhais assados e pernis suculentos
Porque não é só mais um natal.
***
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Sete Cores
Não há negros nem brancos!
No Azul do Céu são todos sete cores
E negros e brancos e azuis
E luzes ainda não vindas e cores ainda não vistas
E palavras ainda não ditas.
www.caminhandosobreaterra.blogspot.com | www.poesiaascendente.blogspot.com
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Vem me Socorrer - Palavrantiga
Galera, dá uma olhada no youtube nesta banda, que na minha opinião nos dá um sinal de uma renovação artística no meio evangélico e cristão em geral. Abaixo a letra do grupo.
Que o Senhor nos abençoe. Seja ministrado!
Que o Senhor nos abençoe. Seja ministrado!
Vem Me Socorrer
Palavrantiga
Não tenho um tom
Não tenho palavras
Não tenho acorde que
Me socorra agora
Tudo foi embora
Só tenho você
Havia um silêncio
Que mostrou os meus vícios
Me agarro contigo
Vem me socorra agora
Tudo foi embora
Só tenho você amor
Agora
E essa não é mais uma canção de amor
Não, não, não
Eu canto pra ti
Sei onde estou
Olhando pra mim posso saber
Que nada sou
Eu grito pra ti oh Deus
Vem me socorrer
Olhando pra mim posso saber
Que nada posso fazer
Não tenho palavras
Não tenho acorde que
Me socorra agora
Tudo foi embora
Só tenho você
Havia um silêncio
Que mostrou os meus vícios
Me agarro contigo
Vem me socorra agora
Tudo foi embora
Só tenho você amor
Agora
E essa não é mais uma canção de amor
Não, não, não
Eu canto pra ti
Sei onde estou
Olhando pra mim posso saber
Que nada sou
Eu grito pra ti oh Deus
Vem me socorrer
Olhando pra mim posso saber
Que nada posso fazer
quarta-feira, 19 de maio de 2010
Estrelas
* E
se
converssássemos assim?
Frag men ta dos
pelo tem------------po e o es
pa
ço? *
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segunda-feira, 3 de maio de 2010
Espelho Quintanista
Quintana sintetizou a poesia
Fez-a menor
Tornou-a conselhos
E na pequenez da poesia
Engrandeceu-a, fez dela espelho
Ornou-a, clareou, limpou
Refletiu.
Fez-a menor
Tornou-a conselhos
E na pequenez da poesia
Engrandeceu-a, fez dela espelho
Ornou-a, clareou, limpou
Refletiu.
Monções de verão
Sei bem o que é isso, eu sei...
Então vou perdendo ganhos e ganhando pensares
Sabe bem que se olhares, verás um homem a pensar
Mato horrores; desfaço as dores
E fico aqui deixando a brisa e as monções de verão refletirem algo em minhas idéias.
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Bailarina Chama
Dança a bailarina chama
Azul por dentro de uma amarelo
Amarelo por dentro de um vermelho
Azul por dentro de uma amarelo
Amarelo por dentro de um vermelho
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
VI
VI
Perdão se quando quero
contar minha vida
É terra o que conto.
Esta é a terra.
Cresce em teu sangue
e cresces.
Se se apaga em teu sangue
te apagas.
contar minha vida
É terra o que conto.
Esta é a terra.
Cresce em teu sangue
e cresces.
Se se apaga em teu sangue
te apagas.
( Poema VI de Ainda, Pablo Neruda)
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