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sábado, 25 de dezembro de 2010
25 de Dezembro
Em homenagem ao meu Rei e criador, Jesus Cristo. Messias prometido e Salvador encontrado para aqueles que o buscam.
Tu és Meu Deus mesmo sem a festa do Natal
Sem folia e sem fartura
Sem os doces e enfeites
Sem a ceia natalina
Sem Noel e panetones
De dezembro a dezembro
Desde a eterninade.
****
Não, e as cores da terra não são para serem comparadas com as brilhantes cores do Céu.
Jesus Senhor, Jesus Rei, Jesus, Jesus!
Minha boca chama o Teu nome e é como se do mel ela tomasse
Amor, delícias de amor e de beleza sem fim
O Teu nascer, o teu morrer
Tudo que é teu é tão belo e tão sóbrio.
Não é à toa que Tu És Rei
***
Então pode pegar a rabanada
Toma do pão e do vinho
Vamos lá aos pêssegos e ameixas
Aos panetones com frutas cristalizadas
À fartura dos saborosos pratos
De bacalhais assados e pernis suculentos
Porque não é só mais um natal.
***
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Sete Cores
Não há negros nem brancos!
No Azul do Céu são todos sete cores
E negros e brancos e azuis
E luzes ainda não vindas e cores ainda não vistas
E palavras ainda não ditas.
www.caminhandosobreaterra.blogspot.com | www.poesiaascendente.blogspot.com
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Vem me Socorrer - Palavrantiga
Galera, dá uma olhada no youtube nesta banda, que na minha opinião nos dá um sinal de uma renovação artística no meio evangélico e cristão em geral. Abaixo a letra do grupo.
Que o Senhor nos abençoe. Seja ministrado!
Que o Senhor nos abençoe. Seja ministrado!
Vem Me Socorrer
Palavrantiga
Não tenho um tom
Não tenho palavras
Não tenho acorde que
Me socorra agora
Tudo foi embora
Só tenho você
Havia um silêncio
Que mostrou os meus vícios
Me agarro contigo
Vem me socorra agora
Tudo foi embora
Só tenho você amor
Agora
E essa não é mais uma canção de amor
Não, não, não
Eu canto pra ti
Sei onde estou
Olhando pra mim posso saber
Que nada sou
Eu grito pra ti oh Deus
Vem me socorrer
Olhando pra mim posso saber
Que nada posso fazer
Não tenho palavras
Não tenho acorde que
Me socorra agora
Tudo foi embora
Só tenho você
Havia um silêncio
Que mostrou os meus vícios
Me agarro contigo
Vem me socorra agora
Tudo foi embora
Só tenho você amor
Agora
E essa não é mais uma canção de amor
Não, não, não
Eu canto pra ti
Sei onde estou
Olhando pra mim posso saber
Que nada sou
Eu grito pra ti oh Deus
Vem me socorrer
Olhando pra mim posso saber
Que nada posso fazer
quarta-feira, 19 de maio de 2010
Estrelas
* E
se
converssássemos assim?
Frag men ta dos
pelo tem------------po e o es
pa
ço? *
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segunda-feira, 3 de maio de 2010
Espelho Quintanista
Quintana sintetizou a poesia
Fez-a menor
Tornou-a conselhos
E na pequenez da poesia
Engrandeceu-a, fez dela espelho
Ornou-a, clareou, limpou
Refletiu.
Fez-a menor
Tornou-a conselhos
E na pequenez da poesia
Engrandeceu-a, fez dela espelho
Ornou-a, clareou, limpou
Refletiu.
Monções de verão
Sei bem o que é isso, eu sei...
Então vou perdendo ganhos e ganhando pensares
Sabe bem que se olhares, verás um homem a pensar
Mato horrores; desfaço as dores
E fico aqui deixando a brisa e as monções de verão refletirem algo em minhas idéias.
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Bailarina Chama
Dança a bailarina chama
Azul por dentro de uma amarelo
Amarelo por dentro de um vermelho
Azul por dentro de uma amarelo
Amarelo por dentro de um vermelho
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
VI
VI
Perdão se quando quero
contar minha vida
É terra o que conto.
Esta é a terra.
Cresce em teu sangue
e cresces.
Se se apaga em teu sangue
te apagas.
contar minha vida
É terra o que conto.
Esta é a terra.
Cresce em teu sangue
e cresces.
Se se apaga em teu sangue
te apagas.
( Poema VI de Ainda, Pablo Neruda)
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Poesia Essencial
*
À margem do abismo parei e pensei
Tua poesia já me era difícil desde as primeiras letras
Dos primeiros versos, dos versos concretos
Aprofundou-se em densas trevas, caminhou por obscuros sentidos
Sem ler muito e sem escrever um tanto
a minha foi se esgotando e se tornando bruta
De substância sólida, consistente.
Poesia pedra pra ser lapidada por outro poeta, pelo bom leitor
Desenho, simples e negro.
Sim, eu a faço assim: Como um desenhista!
Distancio-me do pintor que colore as partes vazias e do escultor que aflora em sua obra com dimensões e protuberâncias
Minha poesia é como um desenho à lápis
marcando sobre o papel branco o grafite escuro, as linhas grossas...
Sombras e Formas quadriláteras, arredondadas, triângulares..
Eu vou riscando a folha e fazendo o mundo
A minha visão está ali exposta
Levando a linha aonde acho que ela deva estar - pra baixo ou pra cima
Planície intuitiva do meu olhar. Montes.
Olhar berço de tudo, nascedouro dos ambientes que crio
Fonte de possíveis fantasias, origem da poesia
Se uma palavra não está no livro eu invento
E tudo que o meu desenho não possui, o leitor completa, preenche.
Personagens são feitos de circulares robustas, linhas suaves dividem mundo
Portas são retângulos grandes e de espessura imaginária.
A natureza e as coisas são formas bidimensionais difíceis de descrever - indescritíveis!
A vida fica exposta como um esboço, um rascunho, um arquétipo.
E o amor? O amor é no papel um grande rabisco estelar, com muitas linhas, para todas as direções
Irradiando a luz negra do grafite e apontando pra você e para mim.
Tudo que o meu desenho não tem, o leitor completa, preenche.
*
À margem do abismo parei e pensei
Tua poesia já me era difícil desde as primeiras letras
Dos primeiros versos, dos versos concretos
Aprofundou-se em densas trevas, caminhou por obscuros sentidos
Sem ler muito e sem escrever um tanto
a minha foi se esgotando e se tornando bruta
De substância sólida, consistente.
Poesia pedra pra ser lapidada por outro poeta, pelo bom leitor
Desenho, simples e negro.
Sim, eu a faço assim: Como um desenhista!
Distancio-me do pintor que colore as partes vazias e do escultor que aflora em sua obra com dimensões e protuberâncias
Minha poesia é como um desenho à lápis
marcando sobre o papel branco o grafite escuro, as linhas grossas...
Sombras e Formas quadriláteras, arredondadas, triângulares..
Eu vou riscando a folha e fazendo o mundo
A minha visão está ali exposta
Levando a linha aonde acho que ela deva estar - pra baixo ou pra cima
Planície intuitiva do meu olhar. Montes.
Olhar berço de tudo, nascedouro dos ambientes que crio
Fonte de possíveis fantasias, origem da poesia
Se uma palavra não está no livro eu invento
E tudo que o meu desenho não possui, o leitor completa, preenche.
Personagens são feitos de circulares robustas, linhas suaves dividem mundo
Portas são retângulos grandes e de espessura imaginária.
A natureza e as coisas são formas bidimensionais difíceis de descrever - indescritíveis!
A vida fica exposta como um esboço, um rascunho, um arquétipo.
E o amor? O amor é no papel um grande rabisco estelar, com muitas linhas, para todas as direções
Irradiando a luz negra do grafite e apontando pra você e para mim.
Tudo que o meu desenho não tem, o leitor completa, preenche.
*
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Como roda o mundo
*
Abusos e usos diferentes e formas de achar:
Vi uma mulher usando um preservativo como bala de mascar
Excessos e essos e issos espalhados em todo lugar:
Vi todos os óleos e petróleos reunidos em um só mar
Bundas imundas e tolos em torno:
Vi toda sujeira e corrupção escoar sobre um lugar: Nossas vidas, nossas flores e nosso amor!
* Vi uma mulher usando um preservativo como bala de mascar
Excessos e essos e issos espalhados em todo lugar:
Vi todos os óleos e petróleos reunidos em um só mar
Bundas imundas e tolos em torno:
Vi toda sujeira e corrupção escoar sobre um lugar: Nossas vidas, nossas flores e nosso amor!
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Os lobos, Heitor e a Villa
*
Todo dia saía de casa e sua mãe lhe dizia:
Heitor, olhe a Vila, olhe os Lobos!
E tornava a dizer todos os dias a mesma coisa.
Certa vez, Heitor, que era gago mas cantava, saiu de casa em direção a Vila
E acabou que lhe atraiu a Vila e lhe comeram os Lobos.
*
Todo dia saía de casa e sua mãe lhe dizia:
Heitor, olhe a Vila, olhe os Lobos!
E tornava a dizer todos os dias a mesma coisa.
Certa vez, Heitor, que era gago mas cantava, saiu de casa em direção a Vila
E acabou que lhe atraiu a Vila e lhe comeram os Lobos.
*
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Mil faces
*
*
De mim Mil faces
Não apenas uma, não apenas três, não apenas sete.
De mim, mil faces
no tempo e no espaço
Alegre hoje e bruto ontem, triste amanhã e solitário no sábado
A sete anos perdido, a dois encontrado
A um decidido, e bem mal amado!
E amado de tarde e amando de noite
vivendo acordado, dormindo em açoite
E a poesia engorda, a poesia emagrece. Toma forma .Malha. Vai à academia!
De mil mil faces, porém, uma só, de expressões tais e tão distintas que pode parecer que são mil
Mas é apenas uma.
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Lua Nova
*
Me disseram que não existe nada além deste corpo perecível
Que existem tantos eus em mim que ficaria pálido só de tentar contar
Que o amor e o ódio são aliados inseparáveis
Que a vida é uma bosta mesmo
Ponderei os fatos, escuteis os sábios
Ouvi oráculos de terras distantes
E percebi que não era bem assim; como me disseram no princípio...
*
Me disseram que não existe nada além deste corpo perecível
Que existem tantos eus em mim que ficaria pálido só de tentar contar
Que o amor e o ódio são aliados inseparáveis
Que a vida é uma bosta mesmo
Ponderei os fatos, escuteis os sábios
Ouvi oráculos de terras distantes
E percebi que não era bem assim; como me disseram no princípio...
*
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