terça-feira, 23 de setembro de 2014
Eu acredito que pode ser interessante.
segunda-feira, 22 de setembro de 2014
Quando
Quando, alma minha? Quando?
Poeta morto
A poesia acabou quando o poeta morreu.
Penso curtos versos que talvez virem música,
que talvez virem peça, que talvez tornem se alguma coisa
importante quando já não sejam mais poesia.
Quando o poeta já esteja morto.
quinta-feira, 4 de setembro de 2014
O elo da direita e o fim do Brasil
O Lobão, bom polemista que é, quem diria, se tornou o elo conciliador da direita. é capaz de unir liberais progressistas e conservadores liberais. Põe na mesma mesa, ou hangout, Rodrigo Constantino e Olavo de Carvalho. Um economista liberal e ateu e um filósofo conservador e católico . Dá gosto de ver esta engrenagem funcionar. Agora curta o vídeo e entenda melhor sobre o Fim do Brasil...
sexta-feira, 29 de agosto de 2014
Alegria, vocação da África in Reflexões facebookianas
Boa parte dos mais de 5 milhões de escravos que foram trazidos pro Brasil eram do Sudão e criam no Islã e no seu deus Alá. E esse pessoal multiculturalista ainda acha que todo preto tem que bater tambôr! Reconheço minha ancestralidade senhores, mas se pratico capoeira ou kung fu isso é o de menos. Sem a participação preta a música pop, a dança e alegria do ocidente não seriam as mesmas. Nem mesmo a espiritualidade cristã! Eu continuimo cantando Blues! ;)
Dois sonhos e o mesmo tema
Esta manhã, depois de ter feito minha típica virada cultural (no meu quarto), durante a madrugada e de ter ido bem cedinho pela manhã fazer terapia, tive dois sonhos: Sonhei que ia me casar duas vezes. As duas vezes com moças que eu conheço. O problema é que a primeira já é casada. No sonho, seria uma festa de gala! E parecia que estava tudo bem. Todos estavam felizes. No segundo sonho, a noiva sumiu e não houve casamento. Quando a vi, percebi logo sua tristeza. Conversamos com alguns convidados e depois Puft, ela sumiu! Vou chamar a primeira noiva de Silva F. e a segunda de Gina C. Só pra não esquecer quem são.
Poesia e Virtude
A poesia encarna a virtude. Tal é a poesia que passeia as cabeças de gente comum, cheia de beleza e graça. E de fato esta é uma das potencialidades do poema. Mas parando pra pensar, até para além da beleza, na sua contundência e no seu horror, é virtuosa a poesia. Poesia com P maiúsculo, é claro, essa entidade maior que é a coisa. Já os poemas fracos... Estes são poemas fracos. ;)
- Júlio Servo.
quinta-feira, 28 de agosto de 2014
domingo, 24 de agosto de 2014
O Blues
*****
O Blues é desde a África.
É feito do sangue dos pretos
de etnias mil.
É feito de lamento, mui lamento e dor!
Causa estranheza que nomine blues!
Mas é de um tom de azul com lágrimas
Embora também faça Alegria, faça euforia, e tantas outras coisas!
o som é o dos pés marchando com as correntes!
São os trens em vai-e-véns!
É o grito da mulher,
É o argumento do marido
Mostram tudo isso, guitarras tantas, sem pruridos
Elas gemem e balbuciam em nuances tão belas
E ecoam em bocados de algodão tingidos de paixão, tingidos de red, de amor e dor.
O som do Blues também é de cantos fortes ao Senhor,
No estridente e no gutural dos velhos pretos de chapéu do bar
O Blues é desde a África. Mas também é irlandês.
É chinês.
É australiano.
É uruguaio.
É americano, claro!
Do Texas, de Chigago, do Mississippi... De todos os tempos, de todas as eras...
É tudo Blues! É tudo Blues!
quarta-feira, 2 de julho de 2014
Salve Helvetia!
Poema feito no dia do jogo Suíça vs. Argentina na Copa FIFA 2014 no Brasil
É o chocolate suíço
E o queijo também
E a Liberdade impressiona até
o Mark Twain
É a Liberdade da terra
Que é sem escravo nenhum
É a Genebra da Paz
com as armas em ``punhum``!
É a Suíça alemã, italiana e francesa
é o Forum de Davos
Economia e beleza!
E os Lagos tão belos e os gelos eternos,
fazem saber que a Suíça é o lugar!
E nos skates de gelo nas montanhas sem
fim, se lembra o skatista de degustar um ``fondim``
E o canivete suíço
E o relógio também
Fazem saber que a Suíça é a terra do amém!
E o hino que outrora cantava as belezas de Deus
E reformados que governavam na certeza dos seus
dão lugar à Cruz branca sobre o manto dos mártires!
Que a guarda suíça faz saber ao `` papadis``
E se a guerra sombria, poventura vier, a voz da Helvetia,
Tradição de paz. Dirá a todos cidadãos amados
livres tais como anjos alados
Fortes todos em seus direitos votados
mentes sãs com represantes exatos,
que são democratas e seus aliados:
Para a Paz, para paz, foi que nasceste!
E a tua Glória e Riqueza é para que vivas bem!
sexta-feira, 20 de junho de 2014
sábado, 1 de fevereiro de 2014
Salmo de Sansão
Ainda que meus olhos estejam vazados
E meus cabelos curtos
Ainda que eu esteja diante da traição e da zombaria
Ainda que me levem para o templo dos pagãos
Ainda sim proferirei as Palavras de Deus
A minha fraqueza será força sobre o monte da hipocrisia
Não. De modo nenhum verás a última jóia do Tesouro!
Ela se te fará escondida, mas revelada para os sábios nos tempos de peculiar revelação
Ainda que me escravizem como pena por meus erros
E que ignorem minha antiga força
Ainda sim, levantarei as vistas que não tenho para as nuvens
O meu olhar será então somente Teu
E os ventres sinuosos já não me encherão os olhos
Eu poderei sentir as colunas do templo. Sim, eu poderei!
E matarei com contundência todos os meus inimigos! Todos os filisteus!
E dirão que fui perdido. Mas que Glória! Me encontrei!
terça-feira, 28 de janeiro de 2014
quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
Lembrança
segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
O Blues
O Blues é desde a África
É feito do sangue de negros
de mãos fortes
É feito de lamento, tristeza e dor!
Causa estranheza que seja chamado de blues
Posto que não é azul, mas está posto que é
tristeza! Sim, é tristeza!
Ou Alegria, ou euforia, ou tanta coisa!
são as correntes de York marchando com os pés!
São os trens em vai-e-véns
É o grito da mulher
É o argumento do marido
Sõ porções de algodão tingidas de paixão, tingidas de vermelho.
São cantos fortes ao Senhor, filhos de spirituals...
Lord, Lord, touch my life!!!
É o estridente da guitarra
É o gutural dos velhos negros de chapéu no bar
O Blues é desde a África. Mas também é irlandês.
É escocês.
É alemão.
É holandês.
Talvez, mais inglês...
Do Tenesse ao Colorado
Do Mississippi a Chicago:
É tudo Blues! É tudo Blues!
terça-feira, 26 de novembro de 2013
À Imbecilidade
Ah, a imbecilidade de todas as coisas
A ignorância de todas as eras
Espíritos adolescentes que incorporam em rapazes e moças
Eu quisera exorciza-los, mas não pude!
Ah, o ato voluntário de não querer saber. De amar o erro;
De adorar o Escuro!
Ah, o cultivo perverso da perversa arrogância!
Ainda mais, erigido sobre uma terra tão pueril,
tão insossa e incabível em si mesma:
Ah, a imbecilidade!
Wittenberg
Do alto desta torre de marfim
Que é de Rocha e de compreensão
Eu prefiro ser hostil do que insincero.
Fica ao coração de quem ao lado está
Minha face mais dura, meu olhar mais ingrato!
Meu desejo é de bem-estar ao meu irmão:
De boa ventura! De cor, coração!
Só não posso é negar vera vereda
Ou enganaria quem perto está,
e que precisa de vida, e precisa de pão!
quarta-feira, 23 de outubro de 2013
Paradigma da Polaridade
``Eu sou Nada e é isso que me convém`` - Lobão
Me dizem louco por aí
Chato, estranho e tosco!
E eu, mesmo que me entristeça
Me rio sempre, Rio sempre de mim
E rio dos outros também
Das certezas infundadas
sobre areias movediças
às vezes calo, às vezes falo.
Da loucura que me dizem
me orgulho!
Ah, a loucura, berço das genialidades
Berço das potencialidades
Berço de berços de berços dos berços!
Lanço mão dela: loucura sábia;
e nela me embriago mais que o vinho!
Olho pro mar e não vejo um bêbado sequer
Um ao outro ao longe, verdade!
Mas poucos que fiquem de pé.
Eles ficam submersos no mar
e não tornam-se arautos da loucura,
digo, da sábia loucura!
Ficam reclusos a falar com estrelas marinhas
e águas-vivas.
Voltando ao chato que me acham
Me delicio naqueles que não me acham chato
Que encaram a estranheza com maior requinte
Que entendem que a tristeza é apetite para a Alegria
Regozijo-me e celebro com os inconformados
Com os cavalheiros e damas que celebram a Vida
Que vêem na estrada o reflexo do Sol
Que admiram o Céu
Que olham nos olhos!
Para os que sou nada
torno-me nada. Melhor para mim;
Invisível me vou para além das muralhas
Não salto os portões.
Como um bicho que cava, escavo
as terras secas e encontro água
como um réptil desses.
Refugio-me no abrigo da terra
e atravesso muros por sob o chão
E quando na cidade adentro
Me faço emergir sem holofotes
E ali, cidadão que sou
cumpro alguns protocolos
sem perder a transparência.
Não me isolo, de todo não me isolo!
Mas não faço coro em todas as canções
Insisto em cantar o que canto
e renitente subverto a lei dos homens
por lei maior
E como Nada, e da fraqueza força, do nada tudo
Instauro o amor.
#PensamentoOlaviano
``É por isso que não aceito a análise lógica como instrumento principal ou único da filosofia. Não se pode PARTIR da análise lógica. É preciso CHEGAR a ela pelo progressivo discernimento dos níveis anteriores. Se você não sabe DE ONDE foram abstraídos os conceitos abstratos, você os toma como fetiches e se enrola todo nos "problemas lógicos da segunda realidade", como dizia o Voegelin. Mentes treinadas em lógica, sem a devida preparação poética, retórica e dialética, são presas fáceis desse engano, porque saltam direto para a esfera dos nexos lógicos formais e acabam tomando o abstrato pelo concreto.`` - Olavo de Carvalho.


