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quinta-feira, 16 de maio de 2013

Insônia



A insônia me pega devagar

Me acorda antes que eu durma

E impede-me de dormir

A insônia me motiva a orar

Mesmo que orar seja a última coisa que eu faça esta noite


Sem sono prossigo sem luar

Sou tentado a tocar guitarra e ver mulheres nuas


A verdade. Me importa tanto a verdade

Que não escondo nada, nem a insônia.

domingo, 12 de maio de 2013

Reticências...



Gosto das reticências, me lembram eternidade...

quinta-feira, 9 de maio de 2013

....






E quando em mim destoo, cobro e perdoo. #consciência.

O tempo e a louça





O tempo confirma a moça


E não me dará respostas, como prova da sequidão.


O tempo ou a moça?

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Talvez





Talvez, quem sabe?

De onde? Não sei.

Um verso




Não está tudo bem não, opressora Materialidade!


terça-feira, 23 de abril de 2013

Glorioso



Deus é bom

É silencioso nos seus misteriosos caminhos

É glorioso na sua sublime majestade

A  sua graça é a maior

O seu amor é apaixonante.
 

domingo, 21 de abril de 2013

Rugas e Reflexões



As noites me renderam rugas e verrugas

As verrugas me renderam flexos, reflexos

Na verdade, reflexões

Pelo que usei outras palavras

para dar rima ao poema.



Rugas e reflexões,

Meu rosto já não é tão jovial

Resolverei as rugas em um dermatologista

Mas quanto as marcas no coração?

Estas ficarão.


domingo, 3 de fevereiro de 2013

Pecado



No que o nosso coração nos fere

Levanta-mo-nos contra

Fere forte o pecado

O consumo da tentação


quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Amizade



Amizade é cara

Quando não rara

Fica escondida em tesouro do coração.

domingo, 20 de janeiro de 2013

Cruz



Há uma ponte sobre o abismo

Há uma escada entre a terra e o céu.

Há um caminho no vão do espaço

Há uma cruz que não me deixa ao léu. 

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Servi-lo-ei para la eternidad


``Ceci est
         mon histoire...``



Não acreditaram em mim...

Ironizaram minha fé

Desprezaram minhas visões

Ou então não me disseram das dúvidas


Aborreceram minha quietude

Me tiraram os utensílios do meu santuário particular

Não entenderam o meu Deus comigo

E nem entenderam tanto Deus.


Me afugentaram e me inibiram

Me escondi em prisões

Já haviam prisões, eu me escondi nelas

Eu me escondia antes, e continuei a me esconder


Não me ouviram o grito de socorro

Não entenderam que era um grito, ou então não falaram

Me escutaram quando minhas feições mudaram

Quando o semblante caiu e as palavras ficaram duras.


Fiquei tão sozinho, tão triste

Confundi tantas coisas

Busquei alegrias em tantos abraços

Nenhum me fez feliz de fato


Esbofetearam meu rosto

Negaram-me a filiação

Feriram de fato, meu peito

Amargura apoderou-se de mim


Houve então amargura, e raiva e até ódio talvez

Também disse palavras-facas

Cortei tripas da alma


Jorrei lixo e chorume e pedaços de carne putrefatas

Vi tantas coisas de Vales escuros

Coisas que já via antes

Mas olhei com mais atenção os atos do Hades


Ouvia Sua Voz de vez em quando e de quando em vez

Tão longe, às vezes mais perto, outras tão perto

Chorava ou ria, ou só chorava

Ou então saltavam as palavras dos anjos


Eu cria, dizia, fazia e untava as mãos com óleo

Dizia: Onde estás? Sem Ti a minha vida não faz sentido.

Mas  a força do erro lutava no outro dia

Eram vitórias e derrotas, mais derrotas talvez


Mas certo estava para mim o triunfo

Posto que a Glória proposta era sentida

E tudo era ouvido, eu já escutara sua voz

Eu cria nas Suas promessas


Lembrei mais uma vez que meu corpo recebeu ofensa

Que minha alma se doeu em insultos

Mas julguei serem águas passadas

Doei o perdão esperando vir luz


Então Ele se levantou

Como que na hora em que escrevo este exato verso

Ou num futuro distante em que ainda não sei

Distante ou perto eu o servirei.





Uma canção ao Rei


Hoje meu desejo é te adorar

De dizer não ao que ficou pra trás

De tornar meu coração mais Teu

 

Quero te magnificar

Te louvar com intensidade

Pois o Senhor, é, na verdade

Tudo: Razão, Amor, Lugar.


* * * * * * *

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

...



E quando a poesia se torna canção?

...


[ Pensando] : Qualquer um pode discordar de mim, mas pra mim o Rock tem um papel profético! ;)

Deixando as palavras brotarem



E se for, a saudade leva... Porque o desconexo ganha apoteose em terra d´índios. Isso quando os índios somos nós. 

domingo, 18 de novembro de 2012

Para ela


Eu vejo muitos homens colecionando fotos em revistas

Colecionando moças em cartazes

Colecionando damas em viagens

Eu não pertenço a ninguém, meu coração é do Rei

E eu o tenho preservado pra você

Renunciei muitas virgens

Não tive coragem de amá-las

Sempre tive certeza que meu coração foi feito para uma única mulher

E essa mulher é você.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

sujeito morto




Nietzsche de longe desperta ira
de perto, compaixão
Numa equação alta ou baixa,
Nietzsche está morto!

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Democracia perdida

Já se foi a democracia americana
Pra outro mundo, até Kennedy talvez

Pra dar exemplo bem distante a outra terra
Ou pra dar armas e fala inglesa a tupis.
Quem sabe? Quem saberá?

domingo, 26 de agosto de 2012

Flamengo e Vasco



Flamengo e Vasco

Flamengo e Vasco se combinam
como arminianos e calvinistas.
E não é blasfêmia ou afronta
É tradição e paixão
Amor e classe
Como se um inglês casasse com uma francesa
Ou um alemão com uma chinesa
Iraniana com australiano
Americano com colombiana
Nigeriana com dinamarquês
Brasileiro com tailandesa
e a tailandesa depois se casasse, de viúva,  com um argentino

Flamengo e Vasco se combinam como
Música e Filosofia
Campeão e vice
Cavalheiro e dama
Seu destino é  o de lutadores respeitosos, embora façam birra de matar.

Flamengo e Vasco podiam ser duas metades de uma camisa:
Uma, herança portuguesa, outra, garra com certeza.
Flamengo e Vasco são como luteranos e calvinistas que se parecem irreconciliáveis mas que se encontram no final da estrada, porque se amam e porque se gostam e porque não vivem um sem o outro;
para sempre...

No sempre onde ninguém é nada mais além de ser.