Caleidoscópio, Colcha de Retalhos
Palavras clichês para ideias antigas
E me vem ideias mil! Andar a cavalo
Correr no Riacho, dizer ao prefeito que o partido caiu
Múltiplos pensamentos, palavras em cascatas
Reminiscências dos tempos da Idade Média
Heranças malditas em ascendentes distantes
Povos! Celtas, Nórdicos, Incas, Maias
Índios nativos Tupiniquins!
Apaches conversando com Tupis por celulares
Raios lasers, Crepúsculos, Ousadia misturada com alcool
Força embutida em anabolizantes
Destrezas obtidas em rituais de magia
Tudo pensamento, tudo rodando na grande roda..
Eu testemunha ocular dos planos maléficos!
Maléficos? Teoria da Cosnpiração, CIA
Investigações metafísicas
Padre Quevedo, Parapsicologia
Sorte, Morte
Vida , Parte
Deixo as palavras jorrarem
e depois acerto o prumo
No-va-men-te, ente querido
Falecido, no meio de tantos outros entes queridos
Parece haver morte atraindo morte...
Túmulos abertos, corpos roubados
Cadáveres comidos não por larvas, mas por Dragões...
Dragão Chinês, Wing Shun
Desespiritualizar a Arte para que não sobre espírito, senão o da Arte
Floreios, Canções, A música de Bach
Filhos do Vento, do Sol, da Chuva
E pra completar, do Inferno
Sim, filhos do inferno povoando a Terra
Medo, horror! onde estão os filhos...?
Da luz.... Da luz sobrou a Lâmpada
Vontade de aprender inglês
Desânimo de não aprender
Guerras... Paixão por nações...
Sentimentos vem mesmo que alguem não pense neles....
Deus, onde estás? Morto no coração dos Céticos...
Éticos? Orgulhosos por confiarem em si
Vacas, trigo, pão
Semântica respeitada, analogias feitas, o poema pode terminar
O teclado não chia porque não tem boca
Oca, Varizes
O Rap é a poesia da periferia
Estômago, casa
Falta comida e paz interior
Dor.... Certa.... A tragédia é amiga esperta
daqueles que primam pela escuridão
As letras aprofundam-se em águas turvas.
Densas, nulas
O que é vazio é porque nele nada em si contém
Conter, Ser, A-pa-re-cer, Formas relativas de pensar....
A filosofia que ainda não aprendi, a matemática que eu tive tempo de aprender mas não.
O foco que se tem que dar na vida, a questão da vida, a questão do Ócio...
O Ócio! Ah... o ócio, tão importante para o processo criativo....
Para trabalhar, nem digo.... Mas importante é o esmero, a dedicação....
Basta! Conselhos piegas.... É que nos piegas conselhos está escondida a sabedoria
Mas estão cansados de ouvir... Sim, Doria está cansada de ouvir....
A Dória amiga da Isabela... Alguma Doria amiga da Isabela
que não existe em lugar algum além da minha poesia.
Nostalgia! Balas de 38. Horror... Exploração do Coração... Bullyng
Menino, Não bule com nada! Espada! A Excalibur de Artur ornada com a magia de Merlin
Verme, mago vigarista das mitologias....
Orgias! Acontecem no mundo em todo o lugar. É que Sodoma e Gomorra são aqui.
Desejo! Impulsos sexuais desordenados.. Retidos... Tolidos... Controlados....
Cosciência, Essência, Torpeza e malícia no coração....
Falta de Amor... De alguma coisa desconhecida pelas gentes de Barro
Praia, Sol. Olhar no mar é refrescar a mente.
Mundo, Imundo. Olhar pro mundo é entristecer-se um tanto.
Tanto, pouco, caso, é quando as palavras não fazem sentido
E me vem um ímpeto de explicar...
Explicar a fé, o amor, o mar
Mesmo que eu não tenha explicação nenhuma, alguma.
Pois forte é a fé deste povo que ainda sobe escadas com as rótulas
dos joelhos inchadas, magoadas
E ainda dirão - que débeis, que burros, que fracos....
E eu sei ainda que se eu olhar pro Céu
Com os olhos cerrados, verei daqui, A luz.